Veja por que as pessoas estão
ficando amig@s de Católicas:


Amelinha Telles - Fundadora da União de Mulheres e coodenadora do Projeto Promotoras Legais Populares:
" Não sou apenas "amiga das Católicas"; sinto-me integrada a elas, não só pela amplitude como se comportam, capazes de incorporar a diversidade que emerge na busca dos direitos sexuais e reprodutivos, incluindo também feministas atéias como eu.
O surgimento do grupo das Católicas pelo Direito de Decidir trouxe vigor e vida para o movimento feminista, que se encontrava desgastado diante de tantos obstáculos políticos, em particular, os de natureza religiosa. Nós, feministas "históricas", ou melhor, antigas, já tínhamos sido expulsas dos partidos políticos e das igrejas por revelar a existência do patriarcalismo nas instituições travestidas de progressistas. As Católicas trouxeram vida, novos conhecimentos e estratégias políticas que revigoraram nosso movimento.
Portanto, ser amiga das Católicas e realmente ser amiga de todas as mulheres!"

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Luiza Tomita - Doutora em Teologia e História e coordenadora teológica da ASSET (Associação Teológica do Terceiro Mundo) para a América Latina:
"Sou amiga de Católicas porque elas têm a coragem de se colocar como interlocutoras da hierarquia de uma Igreja que tem perseguido, penalizado e assassinado mulheres que ousam agir com autonomia sobre seu próprio corpo e sexualidade. Como diz Rose Marie Muraro: AIigreja tem medo de mulheres orgásticas.
Acho que o trabalho de Católicas veio preencher uma lacuna no meio das feministas visibilizando a luta das mulheres contra normas patriarcais religiosas. Neste sentido, ser Católica pelo Direito de Decidir não é uma opção religiosa, mas uma opção política que manifesta o direito de sermos mulheres de fé, cristãs, que discordamos de normas religiosas impostas por uma hierarquia eclesiástica que promoveu a inquisição e continua impondo às mulheres os maiores sacrifícios em nome da vida."

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Bel Baltar - Socióloga e pesquisadora da UNICAMP:
"O ideário e as atividades das Católicas têm como eixo uma visão feminista que se articula com um forte compromisso com as questões da justiça social em nosso país. Dessa referência ético-política decorre sua reflexão e atuação, ao questionar as relações de gênero e as concepções de sexualidade e de reprodução predominantes nas religiões cristãs, bem como ao estender suas ações educativa e de comunicação para diversificados segmentos da sociedade, em diferentes localidades do Brasil. Nestes tempos de crise referente à ética na política, é importante apostarmos em propostas sérias e conseqüentes em relação aos direitos humanos, em relação aos direitos das mulheres - como o trabalho das Católicas."

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Irotilde G. Pereira - Assistente social e supervisora técnica do Serviço Social no Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, onde coordenou, em 1989, a implantação do primeiro Programa de Aborto Legal em hospitais públicos brasileiros:
" Por que sou amiga de Católicas ? Uma única palavra expressa o meu sentimento: "COMPROMISSO". Compromisso com as mulheres e com toda a sociedade, na luta pela igualdade e a defesa das minorias. Coragem para estabelecer a discussão, na busca de soluções para um dos temas mais cruéis para as mulheres: o aborto.
Ser amiga de Católicas é sem dúvida ser amiga das mulheres que atendo no meu cotidiano e apóia-las nesse momento de solidão e angustia."

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Josefa Buendía Gómez (Pepita) - Socióloga, doutoranda em letras pela Universidade de São Paulo (USP):
" Por que considero importante apoiar o projeto de CDD?
Porque nas instituições religiosas, em geral, e de forma particular na Igreja Católoca, permanece uma visão moralista e negativa da sexualidade, impondo aos fiéis doutrinas religiosas androcêntricas, que influem, negativamente, sobre as mulheres católicas e sobre a sua vivência da sexualidade.
Para contrarestar esta influência, é urgente elaborar e divulgar conteúdos éticos e religiosos, que ajudem às mulheres a viver a sexualidade com liberdade e prazer; como uma dimensão boa e fundamental para a realização humana.
Católicas pelo Direito de Decidir é uma das poucas organizações que vêm enfrentando esse desafio com alta responsabilidade e qualidade. Elaboram e divulgam idéias sobre ética e religião, no que diz respeito à sexualidade e aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, desde a perspectiva feminista e, desta forma, contribui para que mais mulheres possam viver sua sexualidade sem o duro peso que a igreja tem colocado sobre suas consciências.
Portanto, apóio Católicas pelo Direito de Decidir porque sua contribuição é fundamental e imprescindível para restabelecer relações mais justas.Também porque é um grupo constituído por pessoas bem formadas, corajosas e honestas!!!!!"

 

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