

Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.
"O Brasil se tornou um imenso canteiro de obras. O problema é que há gente morando nos locais onde se quer construir. Então, para garantir que ninguém interrompa este país (que caminha impávido para cumprir seu destino glorioso), remove-se, expulsa-se, retira-se. Degreda-se. Para onde? Pouco importa, contanto que não atrapalhe a marcha."
Entenda por que a Medida Provisória 557, de 26 de dezembro de 2011, que instituiu o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna é inconstitucional, viola os direitos das mulheres, invade a nossa privacidade e não resolve o problema da mortalidade materna.
Visitas de parlamentares a quatro estados mostram que atendimento a mulheres vítimas de violência melhorou e número de denúncias cresceu. Deputadas querem agora medidas para viabilizar a integração de ações já em andamento.
Edital 2012 para seleção de projetos - Fundo Brasileiro de Direitos Humanos - Combate à violência institucional e à discriminação.
Existem duas situações em que o aborto não é considerado crime em nosso país: Risco de vida para a mulher e estupro. Os serviços de saúde municipais oferecem: Atendimento nos casos permitidos por lei para o aborto legal; Acompanhamento clínico, psicológico e social durante e depois da interrupção da gravidez ou, se for o caso, durante o pré-natal (LEIA MAIS)
O argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a disseminação da prática foi contestado em um estudo publicado na revista médica The Lancet divulgado nesta semana. Comparando dados de 1995 a 2008, a pesquisa elaborada pelo instituto Guttmacher mostra que as mais altas taxas de abortos estão justamente em regiões com legislação restritiva.
Dois fatos muito graves ocorreram esta semana envolvendo o Big Brother Brasil. O primeiro foi com a participante Monique, que pode ter sido vítima de crime praticado por outro integrante do programa. O segundo foi a absurda atitude da TV Globo frente ao ocorrido.
Régis Debray escreveu tempos atrás que vivemos sob uma sociedade da imagem e cujo poder se legitima pela sedução. Em termos comparativos, ele afirma que o antecessor da sociedade da imagem era a da escrita com o poder sendo exercido pela autoridade do conhecimento e, antes disto ainda, a sociedade da oralidade e o poder da fala. Uma sociedade da sedução coloca para os indivíduos a valorização do exibicionismo – a sua validade é diretamente proporcional à imagem que constrói.
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso
No Brasil, a concessão para a radiodifusão é dada pelo Estado a determinadas empresas de comunicação. Entre elas, claro, a Rede Globo. A outorga é renovada a cada 15 anos pelo Congresso Nacional e nesse ínterim, a emissora deve seguir alguns preceitos ditados pela Constituição Federal.
Para quem esteve ligado nas redes sociais no último domingo (15/01/12), sabe que a lembrança do filme não é fortuita. Desde ontem, o assunto do suposto estupro sofrido por Monique em rede nacional no Big Brother Brasil não sai de nossas cabeças e nem de nossas timelines. A cena, para quem viu no paperview, enoja, deprime e indigna.
Para comprovar sua tese, segundo a qual “é muito difícil” ocorrer uma violência sexual sem o consentimento da vítima, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da diocese de Guarulhos, costuma pegar a tampa de sua caneta e pedir às mulheres que enfiem o cilindro da caneta na tampa. Vai puxando a tampa de um lado para o outro, de modo que ninguém consegue cumprir a tarefa. “Já entendeu, né?”
por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro
E o debate em torno da MP 557 continua. Dias atrás publiquei no Maria Frô uma síntese do debate entre feministas e Alexandre Padilha, logo após a publicação da MP 557: O debate entre ativistas e o Ministro Alexandre Padilha em torno da medida provisória 557/2011
Editorial
Declaração do Encontro de defensoras e defensores de direitos humanos de América Latina. (13/12/2011) Nesse mês de dezembro em que comemoramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, nós, Católicas pelo Direito de Decidir - Brasil, fazemos nosso o manifesto dos defensores e defensoras de direitos humanos, reunidos em Argentina no começo do mês. |
Publicações
|
![]() |
|
![]() |
|
|
Católicas pelo Direito de Decidir (CDD-Br)Católicas pelo Direito de Decidir, fundada no Brasil em 8 de março de 1993, é uma organização não governamental feminista. Busca a justiça social, o diálogo inter-religioso e a mudança dos padrões culturais e religiosos que cerceiam a autonomia e a liberdade das mulheres, especialmente no exercÃcio da sexualidade e da reprodução. |